REZUM: A SOLUÇÃO MENOS INVASIVA PARA O TRATAMENTO DA HPB

Data de publicação: 24/03/2025

REZUM: A SOLUÇÃO MENOS INVASIVA PARA O TRATAMENTO DA HPB

A Hiperplasia Prostática Benigna (HPB) é uma condição comum entre os homens, especialmente à medida que envelhecem. Caracterizada pelo aumento não cancerígeno da próstata, a HPB pode causar uma série de sintomas desconfortáveis, como dificuldade para urinar, jato urinário fraco e aumento da frequência urinária, principalmente durante a noite. Além disso, a condição pode levar a complicações mais graves, como infecções urinárias recorrentes e retenção urinária.

No Brasil, estima-se que cerca de 50% dos homens com mais de 50 anos sofram de HPB. O tratamento para essa condição pode variar desde o uso de medicamentos até intervenções cirúrgicas, dependendo da gravidade dos sintomas e do tamanho da próstata. Entre as opções mais inovadoras está a terapia com vapor de água REZUM, que oferece uma solução menos invasiva e eficaz para muitos pacientes.

Para explicar mais sobre a terapia REZUM, trouxemos o Dr. Rodrigo de Carvalho, urologista especializado no tratamento da HPB aqui da UROBH. A seguir, ele nos explica em detalhes como a terapia funciona, suas vantagens e para quem ela é indicada.

O QUE CARACTERIZA A TERAPIA COM VAPOR DE ÁGUA REZUM?

De acordo com o Dr. Rodrigo de Carvalho, a terapia REZUM é um tratamento inovador e minimamente invasivo para a hiperplasia prostática benigna.

“A terapia utiliza energia térmica, na forma de vapor de água estéril, para reduzir o volume da próstata. O procedimento é realizado de forma ambulatorial, geralmente com anestesia local e sedação leve, e dura entre 10 a 15 minutos. Uma das grandes vantagens do REZUM é a preservação das funções sexual e urinária, além de uma recuperação rápida, permitindo que os pacientes retornem às suas atividades normais em pouco tempo”, explica o especialista.

QUAIS SÃO OS TRATAMENTOS EXISTENTES PARA A HPB E COMO O REZUM SE DIFERENCIA?

O Dr. Rodrigo explica que existem diversos tratamentos para a HPB, desde medicamentos até opções cirúrgicas, como a ressecção transuretral da próstata (RTU) e a enucleação a laser (HoLEP).

“O REZUM se destaca entre as opções minimamente invasivas por ser menos invasivo que as cirurgias tradicionais, com menos risco de complicações como sangramentos e complicações pós-operatórias. Além disso, oferece uma recuperação mais rápida e preserva a função sexual, algo que não ocorre em muitos dos tratamentos mais invasivos”, diz o Dr. Rodrigo.

Ele também observa que a terapia REZUM é eficaz para próstatas de diferentes tamanhos, incluindo algumas acima de 80 gramas, o que representa uma vantagem sobre outras terapias que têm limitações quanto ao tamanho da próstata.

 

QUAIS SINTOMAS INDICAM QUE UM PACIENTE PODE SE BENEFICIAR DO REZUM?

A terapia REZUM é indicada para pacientes que apresentam sintomas moderados a graves de HPB, como dificuldade para iniciar a micção, jato urinário fraco, aumento da frequência urinária, urgência miccional e sensação de esvaziamento incompleto da bexiga.

O Dr. Rodrigo destaca que o REZUM é especialmente benéfico para aqueles que não respondem bem aos medicamentos. “Além disso, é uma excelente opção para pacientes que desejam evitar cirurgias mais invasivas e preservar a função sexual, como homens que desejam ter filhos”, afirma.

 

 

QUAIS SÃO AS VANTAGENS DO REZUM EM TERMOS DE EFICÁCIA E SEGURANÇA?

O Dr. Rodrigo explica que os benefícios do REZUM são impressionantes. “Estudos mostram que até 95% dos pacientes apresentam melhoria significativa nos sintomas urinários após o tratamento, com uma redução de até 50% no escore de sintomas prostáticos (IPSS) e um aumento de 60% no fluxo urinário máximo. Em termos de segurança, o REZUM apresenta uma taxa muito baixa de complicações graves, com menos de 3% de eventos adversos. Além disso, ele preserva a função erétil e ejaculatória em mais de 95% dos casos”, afirma o especialista.

Ele também ressalta a durabilidade dos resultados. “A eficácia do REZUM se mantém por até 5 anos, com menos de 5% de necessidade de retratamento durante esse período.”

 

TODOS OS UROLOGISTAS PODEM REALIZAR O TRATAMENTO REZUM?

Nem todos os urologistas estão habilitados para realizar a terapia REZUM. O procedimento requer treinamento específico e certificação no uso do equipamento REZUM.

O Dr. Rodrigo explica que os profissionais interessados devem passar por um programa de treinamento que inclui aulas teóricas, prática em simuladores e observação de casos reais. “Além disso, é fundamental que o urologista tenha experiência em procedimentos endourológicos e um bom conhecimento da anatomia prostática”, afirma o Dr. Rodrigo.

 

EM QUAIS CASOS O REZUM PODE NÃO SER INDICADO?

Embora o REZUM seja eficaz para a maioria dos casos de HPB, o Dr. Rodrigo aponta algumas situações em que outro tipo de terapia pode ser mais adequado. “Para próstatas muito grandes, com mais de 120 gramas, a enucleação a laser (HoLEP) pode ser mais indicada.

Também não é recomendado para pacientes com câncer de próstata, infecção urinária não tratada, ou estreitamento uretral grave. Em alguns casos, pacientes com coagulopatias graves ou com problemas significativos de saúde podem ser contraindicados para o procedimento”, explica o especialista.

 

COMO O PROCEDIMENTO REZUM É REALIZADO E O QUE O TORNA MENOS INVASIVO?

O Dr. Rodrigo descreve o procedimento REZUM como um dos mais minimamente invasivos para tratar a HPB. “O procedimento é realizado com anestesia local e sedação leve. Um cistoscópio é inserido pela uretra até a próstata, e o dispositivo REZUM aplica injeções de vapor de água nas áreas problemáticas da próstata. Cada injeção dura cerca de 9 segundos, e o procedimento todo leva de 10 a 15 minutos”, explica o Dr. Rodrigo.

Ele destaca que a ausência de incisões e a rápida recuperação são aspectos que tornam o REZUM uma opção atraente para muitos pacientes.

 

QUAIS CUIDADOS O PACIENTE DEVE TER APÓS O PROCEDIMENTO REZUM?

Após o tratamento REZUM, o Dr. Rodrigo explica que o paciente geralmente pode retornar às atividades normais em poucos dias.

“A maioria dos pacientes recebe alta no mesmo dia ou no dia seguinte, com recuperação completa em 2 a 3 dias. No entanto, alguns cuidados são necessários, como o uso de um cateter urinário por 3 a 7 dias e a evitar atividades físicas intensas e sexo por 2 a 4 semanas”, recomenda. Além disso, é importante aumentar a ingestão de líquidos e, em alguns casos, o uso de antibióticos.

 

EXISTEM RISCOS OU COMPLICAÇÕES ASSOCIADAS AO TRATAMENTO REZUM?

Embora o REZUM seja um procedimento seguro, o Dr. Rodrigo alerta que há alguns riscos e complicações possíveis.

“Os efeitos colaterais mais comuns são temporários, como dor ao urinar, sangue na urina e aumento da frequência urinária. Complicações mais graves, como infecção urinária ou incontinência urinária, são raras, ocorrendo em menos de 3% dos casos. Mesmo assim, o REZUM apresenta uma taxa de complicações muito menor em comparação com outros tratamentos para HPB”, conclui.

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Em conclusão, o Dr. Rodrigo ressalta que o REZUM tem se mostrado uma excelente opção para muitos pacientes com HPB. “A terapia oferece uma alternativa eficaz, segura e minimamente invasiva, com uma alta taxa de satisfação dos pacientes. Seu impacto positivo na qualidade de vida urinária é significativo, e a flexibilidade do tratamento permite que ele seja uma primeira linha de abordagem para casos moderados a severos de HPB”, afirma o Dr. Rodrigo.

Se você sofre de sintomas de HPB e deseja explorar opções de tratamento, o REZUM pode ser uma solução promissora. Consulte um urologista especializado para avaliar se essa terapia é adequada para o seu caso.